E voltamos qual a maior disputa entra quadrinistas, o 
Depois de uma fácil vitória sobre Igor, veja aqui a luta, e a decisão do juiz
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Fui convidado pela diretora de arte Adriana Mattos da Revista São Paulo (Folha de S.Paulo), para ilustrar uma coluna aos domingos. Intercalando entre os colunistas Jaime Spitzcovsky e a Sílvia Corrêa. Sobre bichos/animais de estimação.

Gordo
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Tira para a Revista da Cultura, o tema era humor na literatura de ficção.
Depois de um grande evento em SP, com muitos amigos, tivemos mais uma noite cheia aqui no Rio de Janeiro, no lançamento do livro Se a vida fosse como a internet do Pablo Carranza pelo selo de quadrinhos da Revista Beleléu.
Obrigado a todos que foram e compraram o livro. Bar cheio e noite divertida.
Agora é hora de içar as velas e partir para uma próxima.
Fui conferir a animação Valente ( Brave) hoje no cinema, com um pé atrás, por ter apenas cópias dublas aqui no Rio. Com aquele medo da trilha em português, e de terem colocado o Luciano Huck como dublador. Por sorte fui avisado antes do filme começar, que o filme seria exibido com legenda, pois a cópia dublado estava com problema. Ficou apenas eu e um senhor de terno, que confessou a mim ter ido ao cinema para cochila. Começamos bem.
Para falar de Valente é preciso começar com o curta La Luna, direção do ilustrador Enrico Casarosa. Um puta roteiro, daqueles que gostaria muito de ter feito. Com certas sutilezas, acho que já vale a ida ao cinema. Talvez possa incluí-lo num realismo fantástico. Um detalhe da escada que sai de uma pequena caixa, de como estão tão perto a ponto de subir/descer na Lua. E ainda arriscaria um toque de Chaplin, deste cienma mudo de humor do final dos anos 40.
E sobre o longa, do estudio Disney/Pixar, vejo uma certa semelhança com o Como caçar seu Dragão. Além da temática um pouco parecida, do ambiente europeu medieval viking, uma qualidade técnica impressionante, com cenários, vestuários, pelos e cabelos. O filme tem cenas incríveis e preocupações e detalhes sonoros que me agradam. Como o simples ruído dos seres de luz, que conseguem passar este tom de magia e mistério muito bem, aos latidos de cães ao fundo.
Já a história, da aquela sensação de já ter visto em algum lugar, em algum outro filme. Não que seja ruim, muito pelo contrário, mas não trouxe nada de surpreendente e inovador.
Acredito que seja um daqueles roteiros não pensados em causar grandes surpresas como foi o caso dos Incríveis, Wall-E, e Robô Gigante. Apenas um filme bom, o que para alguns hoje em dia é pouco.
O que para mim também entrega que Valente não foi para o estúdio a animação de maior investimento de 2012, é a falta de um crédito personalizado. Sempre tinham em seus filmes este charme, de um detalhe aos créditos, que nos prendiam na sala até o finzinho. Senti falta.
Certas histórias precisam ser contadas, transformadas em cinema, livro ou quadrinhos, para dar espaço para novas idéias. E nem todas precisam ser fenomenal. As vezes basta contá-la de uma boa forma e pronto. Woody Allen faz isto muito bem, simples histórias que falam sobre detalhes de uma vida. Com um novo filme a cada ano. Nada mais é do que um contador de histórias.
A história foi contada, bem e gostei bastante. Agora é esperar o próximo.